Educação Matemática Inclusiva: fundamentos históricos, teóricos e perspectivas contemporâneas
Resumo
O presente artigo tem como objetivo analisar a Educação Matemática Inclusiva (EMI) como uma tendência consolidada no campo da Educação Matemática, A partir de seus fundamentos históricos, teóricos e políticos, bem como de suas configurações contemporâneas. A consolidação da EMI resulta de um conjunto de transformações sociais, educacionais e normativas ocorridas, sobretudo, a partir das últimas décadas do século XX. Destacam-se, nesse percurso, marcos nacionais como a Constituição Federal de 1988, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB nº 9.394/1996) e internacionais como a Declaração de Salamanca (1994), que impulsionaram a construção de políticas educacionais orientadas pelos princípios da inclusão e da equidade. No contexto brasileiro, destaca-se o papel do Grupo de Trabalho 13 da Sociedade Brasileira de Educação Matemática (SBEM), que representa um importante espaço de institucionalização e fortalecimento do EMI no campo acadêmico. A discussão evidencia que a EMI ultrapassa a concepção de uma Educação Matemática neutra e restrita a aspectos técnicos, reafirmando seu compromisso ético, político e social com uma educação democrática. São abordados referenciais teóricos e produções que defendem práticas pedagógicas voltadas à equidade, contemplando pessoas com deficiência e transtornos, estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA), comunidades do campo, populações do campo, povos negros e populações LGBTQIA+. Assim, reforça-se o princípio de uma Matemática para todos, compreendida como direito social e como instrumento de emancipação.
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