Matemática e gênero: Sophie Germain e o ingresso nas licenciaturas em Matemática como brechas de disputa
Palavras-chave:
Gênero, Matemática, licenciatura, Sophie GermainResumo
Este trabalho problematiza como as marcas de gênero atuam na produção de sentidos sobre quem pode aprender e ensinar Matemática. Para tanto, é articulada a leitura do livro infanto-juvenil Sophie Germain: uma matemática formada às escondidas e quase esquecida (Casagrande, 2022) com dados públicos de ingressantes na Licenciatura em Matemática do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), sistematizados a partir da Plataforma Nilo Peçanha (2017–2024). A análise se orienta por um gesto de problematização pós-estruturalista, interrogando cenas e enunciados do livro que apresentam a masculinização do campo da Matemática. Em conjunto, foi discutido o número de ingressantes por campus, categorizades por gênero, no período de 2017 a 2024 no referido curso, observando a presença feminina como majoritária. Discutimos, ainda, os limites do binarismo da referida base institucional, que invisibiliza identidades não contempladas somente pelas categorias feminino e masculino. Como contribuição, o estudo aponta que a presença de mulheres no campo da matemática disputa um campo historicamente masculinizado.
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