ESCRITA COMO DISPOSITIVO DE FORMAÇÃO: PROBLEMATIZAÇÕES E PRODUÇÃO DE PENSAMENTO DOCENTE COM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA
Palavras-chave:
Educação Matemática, Formação Docente, Políticas Curriculares, Ensino Remoto, Escrita ColetivaResumo
Uma cartografia fabricada junto a um encontro de um grupo de professores com um material didático de Matemática da Educação Básica da rede pública de ensino de Minas Gerais, no contexto da pandemia de COVID-19, que instaurou o Regime Especial de Atividades Não Presenciais (REANP) como política educacional emergencial. Nesse cenário, o Plano de Estudo Tutorado (PET), desenvolvido como ferramenta central do REANP, atravessa práticas docentes e processos formativos. Encontro disparando invenção de problemas com Educação Matemática a partir de uma escrita coletiva. Escrita funcionando como dispositivo de formação e resistência docente: operando como uma "máquina de guerra", inspirada em Deleuze e Guattari, tensionando normativas e constituindo-se como escrita-documento-Política. Docência escrevendo e produzindo-se a partir de desassossegos e rupturas provocados por lacunas conceituais e pela precariedade da interação virtual no cenário do ensino remoto mineiro. Formação como processualidade, composição junto à tessitura de uma produção escrita insubmissa e indisciplinada problematizando um material estatal, inventando outros possíveis para uma escola pública. Escrita coletiva atuando como dispositivo de criação, vazando fazeres pedagógicos e afirmando uma docência como prática situada, múltipla e visceralmente implicada com Educação Matemática e com políticas educacionais.