Feedback ressignificando o erro em Matemática: recomposição das aprendizagens com estudantes no TEA

Autores

  • Ma. Francerly Cardoso da Cruz Universidade de Brasília/ Doutoranda na Faculdade de Educação da UnB na linha de pesquisa EduMat relacionada à Educação Matemática. Autor https://orcid.org/0000-0002-8238-5252
  • Dr. Geraldo Eustáquio Moreira Universidade de Brasília/Professor pesquisador da Pós-graduação na Faculdade de Educação da UnB na linha de pesquisa EduMat relacionada à Educação Matemática Autor https://orcid.org/0000-0002-1455-6646

Resumo

Esta pesquisa qualitativa e exploratória, delineada como estudo de caso, apresenta um recorte de dissertação de mestrado aprovada por Comitê de Ética e defendida em 2024 na Universidade de Brasília. O estudo objetivou analisar as percepções de uma professora da sala de aula regular e de outra da Sala de Recursos Generalista acerca da avaliação e do feedback no ensino de Matemática com estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Neste artigo, focaliza-se a categoria “ressignificação do erro em prol da recomposição das aprendizagens”. Os dados foram produzidos por meio de entrevistas semiestruturadas e analisados à luz de elementos da Análise de Conteúdo de Bardin. Os resultados indicam que as docentes compreendem o erro como recurso mediador do processo avaliativo, capaz de orientar a reorganização do trabalho pedagógico e favorecer a recomposição das aprendizagens. Contudo, identificou-se que as especificidades do TEA, demandam feedbacks mais visuais e demonstrativos, que para além de apenas acolher o erro, aponte caminhos para a aprendizagem, evidenciando lacunas na estruturação clara dos componentes feed up e feed forward. A ausência de práticas classificatórias e a valorização do protagonismo infantil emergem como potencialidades significativas para a inclusão. Conclui-se que o feedback, quando inserido em um ciclo dialógico e estruturado, constitui-se em mediação essencial para a aprendizagem de todos, conforme princípios da Educação Matemática Inclusiva. Ressalta-se, portanto, a necessidade de investimentos em formação docente que aprofunde os componentes e finalidades do feedback formativo articulando a ressignificação do erro, visando inclusão com estudantes com TEA.

Biografia do Autor

  • Ma. Francerly Cardoso da Cruz, Universidade de Brasília/ Doutoranda na Faculdade de Educação da UnB na linha de pesquisa EduMat relacionada à Educação Matemática.

    Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da Universidade de Brasília (UnB), na linha de pesquisa Educação Matemática (EDUMAT). Mestra em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação Modalidade Profissional da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (PPGE-MP/UnB) na área de concentração Desenvolvimento Profissional e Educação, campo de pesquisa Processos Formativos e Profissionalidades. Possui especialização em Desenvolvimento Psicológico e Inclusão Escolar pela Universidade de Brasília - UnB (2008), especialização em Atendimento Educacional Especializado pela Faculdade Integrada de Araguatins-FAIARA (2016), graduação em Pedagogia pela Universidade Estadual de Goiás-UEG (2004). É integrante do grupo de pesquisa Dzeta Investigações em Educação Matemática - DIEM na UnB e professora efetiva da Educação Básica na Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal - SEE/ DF. 

  • Dr. Geraldo Eustáquio Moreira, Universidade de Brasília/Professor pesquisador da Pós-graduação na Faculdade de Educação da UnB na linha de pesquisa EduMat relacionada à Educação Matemática

    Doutor em Educação Matemática pela PUCSP (2012), com Estágio Doutoral na Universidade do Minho (UMINHO/Portugal); Mestrado em Educação (UCB, 2005); Pós-Graduação em de Ensino da Matemática (UNICLAR, 2000); Licenciatura em Ciências (UEG, 1996); Licenciatura em Matemática (UNOESTE, 1999) e Licenciatura em Pedagogia (ISF, 2013). É Professor Associado da Universidade de Brasília - UnB, atuando na Faculdade de Educação, no Departamento de Métodos e Técnicas (MTC/FE); está vinculado aos Cursos de Educação (Licenciaturas) e é Professor/Pesquisador da Pós-Graduação - EduMat, níveis Mestrado e Doutorado, do Programa de Educação (PPGE), onde desenvolve pesquisas assentadas na Linha EduMat, relacionadas à Educação Matemática; à Matemática e à Educação Especial.

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Publicado

2026-09-07