Feedback ressignificando o erro em Matemática: recomposição das aprendizagens com estudantes no TEA
Abstract
Esta pesquisa qualitativa e exploratória, delineada como estudo de caso, apresenta um recorte de dissertação de mestrado aprovada por Comitê de Ética e defendida em 2024 na Universidade de Brasília. O estudo objetivou analisar as percepções de uma professora da sala de aula regular e de outra da Sala de Recursos Generalista acerca da avaliação e do feedback no ensino de Matemática com estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Neste artigo, focaliza-se a categoria “ressignificação do erro em prol da recomposição das aprendizagens”. Os dados foram produzidos por meio de entrevistas semiestruturadas e analisados à luz de elementos da Análise de Conteúdo de Bardin. Os resultados indicam que as docentes compreendem o erro como recurso mediador do processo avaliativo, capaz de orientar a reorganização do trabalho pedagógico e favorecer a recomposição das aprendizagens. Contudo, identificou-se que as especificidades do TEA, demandam feedbacks mais visuais e demonstrativos, que para além de apenas acolher o erro, aponte caminhos para a aprendizagem, evidenciando lacunas na estruturação clara dos componentes feed up e feed forward. A ausência de práticas classificatórias e a valorização do protagonismo infantil emergem como potencialidades significativas para a inclusão. Conclui-se que o feedback, quando inserido em um ciclo dialógico e estruturado, constitui-se em mediação essencial para a aprendizagem de todos, conforme princípios da Educação Matemática Inclusiva. Ressalta-se, portanto, a necessidade de investimentos em formação docente que aprofunde os componentes e finalidades do feedback formativo articulando a ressignificação do erro, visando inclusão com estudantes com TEA.
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Copyright (c) 2026 IV Encontro Nacional de Educação Matemática Inclusiva

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