Matemáticas Negras: desnaturalizando violências
Palavras-chave:
Vivências , Afetações, Encontro entre/de mulheres negras , Educação MatemáticaResumo
No presente artigo apresentamos uma discussão inicial em relação às (des)naturalizações de violências vividas e experienciadas em processos de formação em (Educação) Matemática. A centralidade dessa escrita emerge das seguintes problemáticas: Que se produz quando uma doutoranda negra em Educação Matemática, se afeta com uma pesquisa de Iniciação Científica de uma graduanda negra, em um curso noturno de Licenciatura em Matemática? Que se produz quando uma graduanda negra em um curso noturno de Licenciatura em Matemática, se afeta com uma pesquisa de doutorado de uma doutoranda negra, em Educação Matemática? Ficar pelos entres destas indagações, nos coloca em movimento para fraturar o que está naturalizado. Nos afetamos com o que vivemos e experienciamos, para sentir e explicitar o que nos escapa quando desenvolvemos pesquisas em uma educação matemática. Narrativas e afetos são discutidos e experienciados ao longo do artigo, a partir de movimentos de (des)naturalização de violências que emergiram do/no encontro de duas mulheres negras. Operar diante e a partir do que acontece, neste caso a (des)naturalização de violências, em agenciamentos que inventam relacionalidades outras, pode ser uma travessia de uma educação matemática inclusiva plural, inventiva e problematizadora de questões de raça, classe, gênero, território.
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