A década de 1980: um ponto de inflexão no advir da Educação Matemática?

Autores

Palavras-chave:

Educação Matemática, Ensino, Geometria, Matemática, Fenomenologia

Resumo

O foco deste artigo é destacar a década de 1980, evidenciando sua importância e assumindo-a como um ponto de inflexão na constituição e na produção da região de inquérito da Educação Matemática. Entendemos esse momento histórico como aquele que, ao trazer as discussões, os debates e as preocupações com o ensino e com a aprendizagem da Matemática e da Geometria, havidas, principalmente, nas décadas de 1960 e 1970, intensificou-os, tanto mediante ações de caráter político, quanto mediante ações de caráter pedagógico. A argumentação apresentada está baseada em investigação realizada ao focar o “Ensino e a aprendizagem de Geometria: meta-análise de dissertações que focam esse tema”, orientadas no interior do Grupo de Estudos Fenomenologia em Educação Matemática, bem como em duas pesquisas desenvolvidas na década de 1980, cujas análises seguiram o procedimento fenomenológico-hermenêutico.

Referências

Brasil. Presidência da República. Decreto-Lei no 1.190, de 4 de abril de 1939. (1939). Organização da Faculdade Nacional de Filosofia. In: NOBREGA, V. L. Enciclopédia da Legislação do Ensino. Rio de Janeiro.

Bicudo, M. A. V. & Paulo, R. M. (2011). Um Exercício Filosófico sobre a Pesquisa em Educação Matemática no Brasil. Bolema, 25(41), 251-298.

Bicudo, M. A. V. (2010). Filosofia da Educação Matemática segundo uma perspectiva fenomenológica. In: Bicudo, M. A. V. (org.). Filosofia da Educação Matemática fenomenologia, concepções, possibilidades didático-pedagógica. São Paulo: Unesp.

Bicudo, M. A. V. (2003). Formação de professores? Da incerteza à compreensão. Bauru: EDUSC.

Bicudo, M. A. V. & Viana, C. C. S. & Penteado, M. G. (2001). Considerações sobre o Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática da Universidade Estadual Paulista (UNESP, Rio Claro). Bolema, 14(15).

Borba, M. C. (1987). Um Estudo de Etnomatemática: sua Incorporação na Elaboração de uma Proposta Pedagógica para o 'Núcleo Escola da Favela da Vila Nogueira - São Quirino. 266 f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática). Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, SP.

Burak, D. (1987). Modelagem Matemática: uma Metodologia Alternativa para o Ensino de Matemática na 5a. Série. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática). Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, SP.

Buriasco, R. L. C. (1989). Matemática de Fora e de Dentro da Escola: Do Bloqueio à Transição. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática). Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, SP.

Danyluk, O. S. (1988). Um Estudo sobre o Significado da Alfabetização Matemática. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática). Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, SP.

D’Ambrosio, U. Apresentação. In: Campos, T. M. C. (org.). Anais do I Encontro Nacional de Educação Matemática. 1-165. SP: Atual Editora LTDA.

Dolis, M. (1989). Ensino de Cálculo e o Processo de Modelagem. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática). Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, SP.

Fehr, H. F. (1961) Mathematical Education in the Americas. Bogotá: Columbia University.

Fiorentini, (1994). D. Rumos da pesquisa brasileira em Educação Matemática. 405 f. Tese (Doutorado em Educação). Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP.

Gazzetta, M. (1989). A Modelagem como Estratégia de Aprendizagem da Matemática em Cursos de Aperfeiçoamento de Professores. Dissertação (Mestrado em Educação atemática). Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, SP.

Gazire, E. S. (1989). Perspectivas da Resolução de Problemas em Educação Matemática. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática). Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, SP.

Goulart, L. J. (1989). O Que é Geometria? Por que ensiná-la? Dissertação (Mestrado em Educação Matemática). Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, SP.

Guimarães, H. M. (2007). Por uma matemática nova nas escolas secundárias: perspectivas e orientações curriculares da matemática moderna. In: MATOS, J.M.; VALENTE, W.R. (org). A matemática moderna nas escolas do Brasil e de Portugal: primeiros estudos. São Paulo: Da Vinci/CAPES-GRICES, 21-45.

Imenes, L. M. P. (1989). Um estudo sobre o fracasso do ensino e da aprendizagem da Matemática. 300 f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática). Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, 1989.

Muniz, N. C (org.). (2013). Relatos de memórias: a trajetória histórica de 25 anos da Sociedade Brasileira de Educação Matemática. São Paulo: Livraria da Física.

Mendes da Silva, J. G. A. (1987). O ensino da matemática: da aparência a essência. 228 f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática). Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, SP.

Página Unesp. (2023). Missão e Visão. Site da Unesp. https://igce.rc.unesp.br/#!/pos-graduacao/programas-de-pos/educacao-matematica/sobre-ppgem/missao-e-visao/. Acessado em: 03 de agosto de 2024.

Pereira, D. J. R. (2005). História do movimento democrático que criou a Sociedade Brasileira de Educação Matemática – SBEM. 344 f. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP.

Ricouer, P. (1988) . O Conflito das Interpretações. Tradução de M. F. Sá Correia. Porto-Portugal: Rés-editora.

Sangiorgi, O. (1969). Curso Moderno de Matemática. 9. ed. São Paulo: Companhia editora nacional.

Silva, N. R. (2020). Do Movimento da matemática moderna à BNCC: alterações curriculares do ensino de geometria nos anos finais do ensino fundamental. Dissertação (Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática). Universidade Estadual da Paraíba, Centro de Ciências e Tecnologia, Campina Grande, Paraíba.

Silva, L. C. P. (2022) Ensino e a aprendizagem de Geometria: meta-análise de dissertações que focam esse tema. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática). Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, SP.

Sociedade Brasileira de Educação Matemática. (2013). Estatuto. Brasília: SBEM.

Toledo, E. A. de. (org.). (1988). Livro de resumos do II Encontro Nacional de Educação Matemática. Maringá, PR.

Onuchic, L. De La R. (2020). Ensino-aprendizagem de Matemática através da resolução de problemas. In: Bicudo, M. A. V. (org.). Pesquisa em educação matemática: concepções e perspectivas. 199-218. São Paulo: Editora UNESP

Valente, W. R. (2008). Osvaldo Sangiorgi: um professor moderno. In: Valente, W. R. (org.). A Geometria escolar moderna de Osvaldo Sangiorgi. 69-93. São Paulo: Annablume; Brasília: CNPq; Osasco: GHEMAT.

Valente, W. R. (2008). Osvaldo Sangiorgi e o Movimento da Matemática Moderna no Brasil. 8(25), 583-613. Revista Diálogo Educacional, Curitiba.

Vianna, C. C. S. (1988). O Papel do Raciocínio Dedutivo no Ensino da Matemática. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática). Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, SP.

Downloads

Publicado

04-11-2024

Edição

Seção

GT 11 — Filosofia da Educação Matemática

Como Citar

Pereira da Silva, L. C., & Bicudo, M. A. V. (2024). A década de 1980: um ponto de inflexão no advir da Educação Matemática?. Seminário Internacional De Pesquisa Em Educação Matemática, 1-15. https://www.sbembrasil.org.br/eventos/index.php/sipem/article/view/272