Os movimentos de uma educação matemática decolonial: por rupturas com Exu

Autores

Palavras-chave:

Educação Matemática, Etnomatemática, Decolonialidade, Pedagogia das Encruzilhadas, Exu

Resumo

A educação matemática é o estímulo para a construção de pesquisas que promovam a ruptura de paradigmas coloniais em escolas e universidades. Nesse sentido, a proposta é a investigação dos desdobramentos da educação matemática integrada aos saberes decoloniais. Para isso, desenvolvemos uma investigação que utiliza uma abordagem metodológica qualitativa na perspectiva de estudo teórico. O trabalho é resultado de uma pesquisa em andamento e tem como fundamentação teórica os estudos de Ubiratan D’Ambrosio (2002), Luiz Rufino (2019) e Nelson Maldonado - Torres (2018). Em análise, os resultados revelam que a educação matemática decolonial se materializa a partir da destruição, transgressão, subversão e movimento entre as fissuras encontradas.

Referências

Bispo, A. (2015). Colonização, Quilombos: modos e significados. Brasília/. DF: INCTI/UNB.

D’Ambrosio, U. (1986). Da realidade à ação — reflexões sobre educação e matemática. São Paulo, SUMMUS/UNICAMP.

D’Ambrosio, U. (1997). Transdisciplinaridade. São Paulo: Palas Athena.

D’Ambrosio, U. (1993). Etnomatemática: um programa. A Educação Matemática em Revista, 1(1), 5-11.

D’Ambrosio, U. (2002). Etnomatemática: elo entre as tradições e a modernidade. Belo Horizonte: Autêntica.

D'Ambrosio, B. S. & Lopes, C. E. (2015). Insubordinação Criativa: um convite à reinvenção do educador matemático. Bolema: Boletim de Educação Matemática, 29(51), 1-17.

D’Ambrosio, U. (2004). Etnomatemática e Educação. In: Knijnik, G.; Wanderer, F. & Oliveira, C. J. de. Etnomatemática, currículo e formação de professores. (pp. 39-52). Santa Cruz do Sul: EDUNISC.

Escobar, A. (2003). Mundos y conocimientos de otro modo. Tabula Rasa, 1, 51-86. Disponível em:< http://www.decoloniality.net/files/escobar-tabula-rasa.pdf>. Acesso em 14/06/2024.

Fanon, F. (2008). Pele negra máscaras brancas. Salvador: EDUFBA.

Maldonado-Torres, N. (2018). Analítica da colonialidade e da decolonialidade: algumas dimensões básicas. In: Bernardino-Costa, J.; Maldonado-Torres, N.; Grosfoguel, R. (org.). Decolonialidade e pensamento afrodiaspórico. (pp. 27-54). Belo Horizonte: Autêntica.

Mbembe, A. (2018). Necropolítica. São Paulo, sp: n-1 edições.

Mignolo, W. D. (2003). Histórias Locais /Projetos Globais: Colonialidade, Saberes Subalternos e Pensamento Liminar. Belo Horizonte: Editora UFMG.

Mignolo, W. (2014). Further thoughts on (De)Coloniality. In: Broeck, S.; Junker, C. (eds.) Postcoloniality-Decoloniality-Black Critique: joints and fissures. (pp. 21-52). New York: Campus Verlag.

Miglievich-Ribeiro, A. (2014). Por uma Razão Decolonial: desafios ético-políticosepistemológicos à cosmovisão moderna. Civitas, 14(1), 66-80.

Moraes, M. C. M. de. (2009). A teoria tem consequências: indagações sobre o conhecimento no campo da educação. Educação & Sociedade, 30(107), 585-607. Disponível em:<http://www.scielo.br/pdf/es/v30n107/14.pdf>. Acesso em 14/12/2022.

Oliveira, L. F. de & Candau, V. M. F. (2010). Pedagogia decolonial e educação antirracista e intercultural no Brasil. Educação em Revista, 26, 15- 40.

Quijano, A. Colonialidad del poder y clasificación social. (2007). In: CASTRO-GÓMEZ, S. & GROSFOGUEL, R. (Org.). El giro decolonial. Reflexiones para una diversidad epistémica más allá del capitalismo global. (pp. 285-327). Bogotá: Universidad Javeriana- InstitutoPensar, Universidad Central- IESCO, Siglo del Hombre Editores.

Rufino, L. (2019). Pedagogia das Encruzilhadas. Rio de Janeiro: Mórula Editorial.

Santos, B. de S. (2002). Para uma sociologia das ausências e uma sociologia das emergências. Revista Crítica de Ciências Sociais, 63, 237-280.

Santos, B. de S & Meneses, M. P. (Org.). (2010). Epistemologias do Sul. São Paulo; Editora Cortez.

Souza, J. (2013). A construção social da subcidadania: para uma sociologia política da modernidade periférica. Belo Horizonte: Editora UFMG.

Valero, P. & García, G. (2014). El currículo de las matemáticas escolares y el gobierno del sujeito moderno. Bolema: Boletim de Educação Matemática, 28(49), 491-515.

Walsh, C. (2009). Interculturalidad crítica y pedagogia de-colonial: apuestas (des) de el in-surgir, re-existir e re-vivir. Revista (entre palabras), 3, 1-29.

Downloads

Publicado

04-11-2024

Edição

Seção

GT 13 — Diferença, Inclusão e Educação Matemática

Como Citar

Godoy, E. V., & Pereira, S. . (2024). Os movimentos de uma educação matemática decolonial: por rupturas com Exu. Seminário Internacional De Pesquisa Em Educação Matemática, 1-13. https://www.sbembrasil.org.br/eventos/index.php/sipem/article/view/393