Tendências Internacionais para o Pensamento Algébrico nos Anos Iniciais

Contribuições para o Currículo Brasileiro

Autores

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Resumo

Este artigo analisa a evolução da abordagem do pensamento algébrico nos anos iniciais do Ensino Fundamental, em documentos curriculares de Matemática do Brasil, em diálogo com currículos de Estados Unidos, Nova Zelândia, Portugal, Austrália e Singapura. O estudo, de natureza qualitativa e documental, examina como diferentes sistemas educacionais formulam objetivos, conteúdos e expectativas de aprendizagem relacionados a padrões, generalização e representações. A análise evidencia convergências na valorização da álgebra precoce como eixo estruturante do raciocínio matemático, mas também diferenças quanto à explicitação do termo “álgebra”, à progressão dos conteúdos e ao nível de apoio oferecido aos professores. No caso brasileiro, destacam-se avanços na incorporação do pensamento algébrico nos anos iniciais e desafios relativos à formação docente e à produção de materiais que favoreçam sua efetiva implementação em sala de aula.

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Biografia do Autor

  • Edna de Jesus Souza Rocha dos Santos, Universidade Estadual de Santa Cruz

    Edna Santos é licenciada em Matemática, professora da Educação Básica e mestranda em Educação Ciências e Matemática. Pesquiso na área de Educação Matemática, com interesse nas temáticas de formação de professores, ensino de padrões e pensamento algébrico nos anos iniciais do Ensino Fundamental. 

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Publicado

2025-12-22

Como Citar

Tendências Internacionais para o Pensamento Algébrico nos Anos Iniciais: Contribuições para o Currículo Brasileiro. (2025). Educação Matemática Em Revista, 30(89), 1-15. https://doi.org/10.37001/emrv30i89.4651