Los libros de texto de matemáticas como productores de subjetividades a partir de figuras femeninas

Autores/as

10.37001/ripem.v14i5.3789

Palabras clave:

Género, Libro Didáctico de Matemáticas, Mujeres

Resumen

La literatura de investigación viene discutiendo desde hace algún tiempo las representaciones sociales producidas a través del uso de libros de texto por parte de estudiantes de Educación Básica, así como las relaciones de poder detrás de la creación de estos materiales. Con el fin de investigar cómo los libros de matemáticas pueden actuar como productores de subjetividades a partir de las figuras femeninas presentes en sus páginas, este artículo tiene como objetivo responder a la pregunta: ¿Qué podemos discutir desde el libro de texto de matemáticas sobre qué “es” ser mujer? Para ello, desarrollamos un estudio cualitativo con sesgo postestructuralista y perspectiva feminista, que analiza los discursos emergentes en los discursos de estudiantes y docentes de matemáticas de educación básica al percibir representaciones de género dispuestas en los libros de enseñanza de las matemáticas y evocar otras posibilidades de representaciones femeninas que sean más asertivas y promuevan el acceso de las mujeres a los más diversos espacios sociales. Los colaboradores de la investigación participaron en un taller desarrollado para producir datos para una tesis. Los datos analizados en este texto se centran en las posibilidades de insubordinación creativa frente a lo que actualmente se presenta en los libros de texto, con un análisis de la producción de las colaboradoras como opciones que exploran otras formas de ser mujer, distintas a la hegemónica.

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Publicado

2024-12-20

Número

Sección

Artículos

Cómo citar

Azevedo Durval, A. L., & da Conceição Esquincalha, A. (2024). Los libros de texto de matemáticas como productores de subjetividades a partir de figuras femeninas. Revista Internacional De Pesquisa En Educación Matemática, 14(5), 1-30. https://doi.org/10.37001/ripem.v14i5.3789