“Tem que evitar o olho gordo senão desunera tudo”: os saberes e fazeres etnomatemáticos de agricultores familiares da zona rural de Hidrolândia
Palavras-chave:
Etnomatemática, Hidrolândia, Narrativas de Agricultores FamiliaresResumo
Neste artigo tratamos de uma pesquisa que objetivou compreender os saberes e fazeres etnomatemáticos enunciados nas narrativas dos agricultores familiares da zona rural de Hidrolândia, interior do Ceará, quando discorrem sobre suas práticas laborais. Realizamos entrevistas compreensivas com três agricultores familiares, cujos materiais foram analisados sob uma Análise Textual Discursiva. Captamos que os saberes etnomatemáticos desses sujeitos se constituem enquanto produção cultural coletiva da zona rural de Hidrolândia, mas também são saberes individuais, pois, cada um sabe fazer seus produtos de formas específicas. Os seus fazeres etnomatemáticos se manifestam no processo de produção de mel, própolis e queijo artesanal, nos quais eles também utilizam os conhecimentos matemáticos. Concluímos que os agricultores familiares têm saberes e fazeres etnomatemáticos, e sabem mobilizá-los de forma articulada nas suas produções, garantindo, assim, as suas sobrevivências.
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