Sobre o livro “Semiose e pensamento humano: registros semióticos e aprendizagem intelectual” de Raymond Duval – estudo hermenêutico do Capítulo IV
Palavras-chave:
Estudo Hermenêutico, Figuras Geométricas, Discurso Matemático, Aprendizagem da Geometria, Aprendizagem da MatemáticaResumo
O texto que segue resulta de um estudo hermenêutico do Capítulo IV[1], intitulado “Figuras Geométricas e Discurso Matemático”, do livro “Sémiosis et pensée humaine. Registres sémiotiques et apprentissage intellectuels” de Raymond Duval. Obra publicada inicialmente em francês, em 1995, e republicado em 2004, em sua primeira versão em espanhol. A singularidade dos processos em geometria, apontada pelo próprio autor, quando estes são comparados a outras atividades matemáticas, é a base desse capítulo. Uma vez que, de fato, a geometria trabalha de forma simultânea e interativa com o registro das figuras e o registro da língua natural. O que se pretendeu com este estudo foi evidenciar os tratamentos figurais e discursivos absolutamente necessários à atividade cognitiva requerida na aprendizagem da geometria, segundo a teoria semiocognitiva de Duval.
[1] Capítulo IV, “Figuras geométricas y discurso matemático”, Duval (1995, p. 173 - 207) versão em francês, e Duval (2004, p. 155–183), primeira versão em espanhol.
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