HABILIDADES VISUOESPACIAIS NA APRENDIZAGEM MATEMÁTICA: O QUE REVELAM OS ESTUDOS DO CÉREBRO?
Palavras-chave:
habilidades visuoespaciais, aprendizagem matemáticaResumo
O objetivo primordial desta pesquisa é apresentar aos leitores algumas ponderações acerca das habilidades visuoespaciais na aprendizagem matemática, destacando os achados mais recente revelados por meio de estudos relacionados ao cérebro humano, principalmente, até a fase da adolescência. A motivação foi mobilizada pela prática docente dos autores sempre que observavam em seus alunos do Ensino Médio algum tipo de dificuldade para manipular mentalmente as representações de figuras espaciais, seja na matemática ou na química. Adotou-se uma metodologia mista de investigação (campo e bibliográfica) a fim de analisar os dados da literatura e confrontá-los com a realidade. Verificou-se que as habilidades visuoespaciais na aprendizagem de geometria espacial, especificamente, requisita elementos invisíveis aos professores e aos próprios alunos, pois manipular mentalmente as rotações, translações, reflexão, inversão e/ou transformação de figuras tridimensionais exige ativação de específicas regiões corticais, sobretudo, as estruturas abrigadas pelo córtex occipital, responsável pela percepção e controle visual de cores, formas e tamanho, bem como pelo córtex parietal, especializado na decodificação de espacial do estímulo. Por fim, apontaram-se algumas sugestões para que tal habilidade seja, gradativamente, desenvolvida até que o aluno seja capaz de manipular objetos não visualizados ou não manipuláveis. O cubo mágico representa uma dessas possibilidades para que as aulas de geometria espacial possam auxiliar no amadurecimento das capacidades mentais salientadas nesse estudo, ao mesmo tempo em que reduz o sofrimento ou ansiedade dos alunos quando não conseguem compreender uma perspectiva isométrica de um cubo, por exemplo.Downloads
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