Formação Inicial de Professores que Ensinam Matemática no Rio Grande do Sul: apontamentos e proposições a partir do Fórum Regional de 2026
Palavras-chave:
Formação inicial de professores, Educação Matemática, Professores que ensinam Matemática, Desenvolvimento profissional, Fórum RegionalResumo
Este artigo tem como objetivo analisar apontamentos e proposições desencadeados pelos grupos de discussão do Fórum Regional de Formação Inicial de Professores que Ensinam Matemática, realizado em 2026, no estado do Rio Grande do Sul. A pesquisa aproxima-se da abordagem qualitativa, considerando registros produzidos durante o Fórum e anotações realizadas a partir das socializações dos grupos. As discussões evidenciam demandas relacionadas à educação inclusiva, à curricularização da extensão, à formação de professores indígenas, quilombolas, do campo e de demais povos e comunidades tradicionais, às políticas curriculares, à pesquisa na formação inicial e ao conhecimento matemático para a prática profissional. Os resultados indicam que a formação inicial de professores que ensinam matemática precisa ser pensada de modo articulado entre universidade, escola, comunidade, pesquisa, extensão, diferenças e diferentes contextos formativos.
Downloads
Referências
BOGDAN, R.; BIKLEN, S. Investigação qualitativa em educação: uma introdução à teoria e aos métodos. Portugal: Porto Editora, 1994.
BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Superior. Parecer CNE/CES nº 1.302, de 6 de novembro de 2001. Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Matemática. Brasília: CNE/CES, 2001.
BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Superior. Resolução CNE/CES nº 7, de 18 de dezembro de 2018. Estabelece as Diretrizes para a Extensão na Educação Superior Brasileira e regimenta o disposto na Meta 12.7 da Lei nº 13.005/2014. Brasília: CNE/CES, 2018.
BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Conselho Pleno. Resolução CNE/CP nº 2, de 1º de julho de 2015. Define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação inicial em nível superior e para a formação continuada. Brasília: CNE/CP, 2015.
BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Conselho Pleno. Resolução CNE/CP nº 2, de 20 de dezembro de 2019. Define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial de Professores para a Educação Básica e institui a Base Nacional Comum para a Formação Inicial de Professores da Educação Básica. Brasília: CNE/CP, 2019.
BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Conselho Pleno. Resolução CNE/CP nº 4, de 29 de maio de 2024. Dispõe sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial em Nível Superior de Profissionais do Magistério da Educação Escolar Básica. Brasília: CNE/CP, 2024.
CURI, E. A formação do professor para ensinar Matemática nos anos iniciais do Ensino Fundamental: algumas reflexões. Revista de Ensino de Ciências e Matemática, São Paulo, v. 11, n. 7, p. 1–18, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.26843/rencima.v11i7.2787.
DAY, C. Desenvolvimento profissional de professores: os desafios da aprendizagem permanente. 11. ed. Porto: Porto Editora, 2001.
DIAS, R. E.; LÓPEZ, S. B. Conhecimento, poder e interesse na produção de políticas curriculares. Currículo sem Fronteiras, v. 6, n. 2, p. 53–66, 2006.
DINIZ-PEREIRA, J. E. Aqui jaz o “3+1”. e o novo contexto de reforma das licenciaturas: desafios e possibilidades. Formação Docente, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.31639/rbpfp.v17.i36.e909.
FIORENTINI, D. A pesquisa e as práticas de formação de professores de matemática em face das políticas públicas no Brasil. Bolema, Rio Claro, v. 21, n. 29, p. 43–70, 2008.
FIORENTINI, D.; PASSOS, C. L. B.; LIMA, R. C. Rodrigues de. O professor que ensina matemática como campo de estudo: concepção do projeto de pesquisa. In: ENCONTRO NACIONAL DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 12., 2016, São Paulo. Anais [...]. São Paulo: SBEM, 2016.
GAMA, R. P.; FIORENTINI, D. Formação continuada em grupos colaborativos: professores de matemática iniciantes e as aprendizagens da prática profissional. São Paulo: Educação Matemática Pesquisa, 2009. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/emp/article/view/2827. Acesso em: 1 jul. 2026.
IMBERNÓN, F. Inovar o ensino e a aprendizagem na universidade. Tradução de Silvana Cobucci Leite. São Paulo: Cortez, 2012.
LEIVAS, J. C. P.; SAMÁ, S.; BASSO, M. Vinicius de Azevedo. Reflexões sobre a formação inicial de professores que ensinam Matemática sob a ótica de pesquisadores do Rio Grande do Sul. Educação Matemática em Revista, Brasília, v. 30, n. 86, p. 1–16, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.37001/emr.v30i86.4493.
MARTINS, M.; MATA-PEREIRA, J.; PONTE, J. Pedro da. Os desafios da abordagem exploratória no ensino da Matemática: aprendizagens de duas futuras professoras através do estudo de aula. Bolema: Boletim de Educação Matemática, Rio Claro, v. 35, n. 69, p. 343–364, 2021. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1980-4415v35n69a16.
NACARATO, A. M.; CUSTÓDIO, I. A.; MOREIRA, K. G. Todos juntos somos fortes: compartilhando narrativas pedagógicas de professoras que ensinam aprendem matemática. Perspectivas da Educação Matemática, Campo Grande, v. 12, n. 30, p. 519–537, 2019. Disponível em: https://periodicos.ufms.br/index.php/pedmat/article/view/9616. Acesso em: 27 jun. 2026.
NACARATO, A. M.; MENGALI, B. L. da S.; PASSOS, C. L. B. A matemática nos anos iniciais do Ensino Fundamental: tecendo fios do ensinar e do aprender. Belo Horizonte: Autêntica, 2009.
NÓVOA, A. Escola e professores: proteger, transformar, valorizar. Colaboração de Yara Alvim. Salvador: SEC/IAT, 2022.
OREY, D. C.; ROSA, M. Etnomatemática como um programa subversivo e responsável para uma ação pedagógica na formação de professores. da teoria à prática. Revista Interdisciplinar em Ensino de Ciências e Matemática, Araguaína, v. 1, n. 2, p. 109–124, 2021. Disponível em: https://doi.org/10.20873/riecim.v1i2.12739. Acesso em: 27 jun. 2026.
PONTE, J. Pedro da. Estudando o conhecimento e o desenvolvimento profissional do professor de matemática. In: PLANAS, Núria (ed.). Teoría, crítica y práctica de la educación matemática. Barcelona: Graó, 2012. p. 83–98.
RICHIT, A. Desenvolvimento profissional de professores: um quadro teórico. [S. l.]: Research, 2021. Disponível em: https://doi.org/10.33448/rsd-v10i14.22247. Acesso em: 10 jul. 2025.
RICHIT, A.; POZZOBON, M. C. C.; SILVA, R. Sychocki da. Estudos de aula: desenvolvimento profissional e mudanças no Ensino da Matemática., 2026. No prelo.
ROCHA, L. P.; FIORENTINI, D. O desafio de ser e constituir-se professor de Matemática durante os primeiros anos de docência. In: REUNIÃO ANUAL DA ANPEd, 28., 2005, Caxambu. Anais [...]. Caxambu: ANPEd, 2005. p. 1–17.
ROCHA, L. P.; FIORENTINI, D. P.; REFLEXÕES DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA EM INÍCIO DE CARREIRA SOBRE SEU DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL. IN: FIORENTINI, D.; GRANDO, R. C.; MISKULIN, R. G. Sguerra (org. . Práticas de formação e de pesquisa de professores que ensinam Matemática. Campinas: Mercado de Letras, 2009.
SERRAZINA, Maria de Lurdes. A formação para o ensino da Matemática nos primeiros anos: que perspectivas? In: SANTOS, Leonor; CANAVARRO, Ana Paula; BROCARDO, Joana (org.). Educação matemática: caminhos e encruzilhadas. Lisboa: APM, 2005. p. 305-324.
SHULMAN, L. S. Those who understand: knowledge growth in teaching. Educational Researcher, v. 15, n. 2, p. 4–14, 1986. Disponível em: https://doi.org/10.3102/0013189X015002004.
SHULMAN, L. S. Knowledge and teaching: foundations of the new reform. Harvard Educational Review, Cambridge, v. 57, n. 1, p. 1–23, 1987. Disponível em: https://doi.org/10.17763/haer.57.1.j463w79r56455411.
Publicado
Edição
Seção
Categorias
Licença
Copyright (c) 2026 Marta Cristina Pozzobon, Anderson Luis Bihain, Cristiano Oliveira

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os direitos autorais dos artigos publicados na Educação Matemática em Revista - RS pertencem ao(s) seu(s) respectivo(s) autor(es), com os direitos de primeira publicação concedidos à revista.
Este trabalho está licenciado sob a Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0).
Esta licença permite que qualquer pessoa compartilhe (copie e redistribua o material em qualquer meio ou formato) e adapte (remixe, transforme e crie a partir do material) para qualquer fim, mesmo que comercial, desde que o devido crédito pela criação original seja atribuído.









